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ENARE R+ CIRURGIA
Atlas do Desfiladeiro Torácico
Aula-atlas · Cirurgia vascular e torácica · ENARE R+ 2027

Atlas do Desfiladeiro Torácico

Uma artéria, uma veia e cinco raízes atravessam três portas estreitas entre o pescoço e a axila. Cada porta fecha com um movimento diferente, esmaga uma estrutura diferente e produz uma síndrome que a banca cobra de um jeito diferente. Aqui você fecha as portas com a mão.

Neurogênica
≈ 95%
Tronco inferior C8–T1 · mão de Gilliatt-Sumner · fisioterapia primeiro
Venosa · Paget-Schroetter
≈ 3–5%
Trombose de esforço da subclávia · trombólise + 1ª costela
Arterial
≈ 1%
Costela cervical · aneurisma pós-estenótico · embolia digital
CAPÍTULO 1

O exame que o médico viu: angiografia com o braço subindo

Larissa, 27 anos, fisioterapeuta, nada 4 km por dia no Sesc de Cuiabá. Há dois dias o braço direito inchou e ficou azulado depois do treino. Você pede o exame com o braço em posição neutra e depois em abdução — porque o desfiladeiro só mostra o defeito quando você o fecha.

Subtração digital simulada, incidência AP do ombro direito. Medial (mediastino) à esquerda, axila à direita. Ossos em fantasma para orientar: clavícula acima, 1ª costela abaixo. Sem escala real — o objetivo é a geometria, não a medida.
Vaso contrastado
Causa da compressão
Abdução do braço
0°0°
Esforço repetitivo (trombose)
Redução de calibre
0%
Local do estreitamento
—
Sinal clínico esperado
—
Colaterais / dilatação
—
LeituraBraço ao lado do corpo, veia pérvia, calibre uniforme. Nada a ver aqui — e é exatamente por isso que o exame neutro engana.

O primeiro fato que a imagem ensina é geométrico: a veia subclávia passa na frente do escaleno anterior, e portanto fora do triângulo interescalênico. Selecione "veia" e "escaleno anterior hipertrofiado" — o calibre não muda, porque o músculo não a toca. A veia é esmagada num único lugar, o espaço costoclavicular, entre a clavícula com o subclávio e a primeira costela. Toda a síndrome de Paget-Schroetter cabe nesse gesto: braço em abdução e retropulsão milhares de vezes, endotélio lesado, trombo.

O segundo fato é hemodinâmico. Selecione "artéria" e "costela cervical": a estenose é fixa, existe já com o braço abaixado, e o jato pós-estenótico dilata a parede a jusante. A dilatação pós-estenótica é onde o trombo mural se forma, e é dele que saem os êmbolos para os dedos. A veia sofre na abdução; a artéria sofre no osso.

Em 1875 James Paget descreveu o braço inchado de um jovem depois de esforço; Leopold von Schrötter, em 1884, atribuiu à trombose da subclávia. O nome composto é de Hughes, 1949. "Síndrome do desfiladeiro torácico" como guarda-chuva dos três fenótipos é de Peet, 1956 — antes disso cada porta tinha sua própria síndrome com nome próprio, e é isso que o próximo capítulo desmonta.

CAPÍTULO 2

Por que o sinal existe: as três portas e a manobra que fecha cada uma

Do mediastino à axila o feixe atravessa três estreitos em sequência. Cada manobra provocativa fecha um deles — e cada nome histórico da síndrome era, na verdade, o nome de uma porta.

MEDIAL · mediastino LATERAL · axila sentido do feixe → 1 · Triângulo interescalênico 2 · Espaço costoclavicular 3 · Espaço retropeitoral menor gradil costal (2ª–3ª costelas) veia artéria plexo (troncos / fascículos) músculo osso n. frênico
Esquema frontal do lado direito, de medial para lateral. A ordem dos conteúdos dentro de cada porta respeita a ordem real de anterior para posterior: veia, artéria, plexo. Clique numa porta para abrir a ficha; acione uma manobra para fechá-la.
Manobra provocativa
Variante óssea
Posição neutraAs três portas abertas. Selecione uma manobra: a porta que ela fecha se move, e o texto diz o que a banca aceita como "teste positivo".

Clique numa porta

Repare no que o desenho já resolveu antes de qualquer frase: a veia azul da primeira porta está fora dela. Isso é o motivo de a síndrome do escaleno anterior de Naffziger (1935) nunca ter sido uma síndrome venosa. A porta 2 é a única em que os três elementos se espremem juntos entre dois ossos — por isso é a casa da trombose de esforço, e por isso a cirurgia que resolve o fenótipo venoso é a que tira o osso de baixo, a primeira costela, e não a que corta músculo.

As manobras fecham portas, não fazem diagnóstico. Adson tensiona os escalenos (porta 1); Halsted abaixa e retrai a clavícula (porta 2); Wright enrola o feixe no tendão do peitoral menor (porta 3). Todas obliteram o pulso radial numa fração grande de pessoas sem nada — a banca sabe disso, e a resposta "Adson positivo confirma o diagnóstico" é distrator. O teste que reproduz o sintoma neurogênico em três minutos, Roos, é o mais útil na prática; o diagnóstico continua clínico, apoiado por imagem para o fenótipo vascular e por eletroneuromiografia para o neurogênico verdadeiro.

Divergência de bancaTextos nacionais mais antigos e alguns cadernos de prova tratam o teste de Adson como "o" teste do desfiladeiro e o citam como confirmatório. Sabiston, Rutherford e os padrões da SVS (2016) o descrevem como pouco específico. Se o enunciado pede "o teste mais sensível/confirmatório", desconfie de Adson; se descreve a manobra de rotação da cabeça com inspiração profunda e pede apenas o nome, a resposta é Adson.
CAPÍTULO 3

A estrutura em camadas: do tronco inferior à mão de Gilliatt-Sumner

Seu Anselmo, 44 anos, pedreiro em Várzea Grande, formiga na borda interna do antebraço e nos dois últimos dedos há oito meses; a mulher notou que "a palma murchou". Cinco síndromes produzem uma mão parecida. O que as separa é qual fibra sensitiva morre e qual sobrevive.

C5C6C7C8T1 tronco superior tronco médio tronco inferior f. lateral f. posterior f. medial musculocutâneo mediano radial ulnar cut. antebraq. medial Plexo braquial (raízes → troncos → fascículos) tracejado = divisões posteriores Mão direita · face palmar ulnarradial antebraço · borda medial atrofia / fraqueza hipoestesia
Esquema, sem escala. A intensidade da cor no território motor indica o grau de acometimento esperado. O antebraço aparece só na borda medial, porque é onde mora o nervo cutâneo antebraquial medial — a fibra que decide o diagnóstico.
Onde está a lesão

O tronco inferior é o que descansa sobre a primeira costela, e é ele que uma costela cervical, uma banda fibrosa de Roos ou um escaleno hipertrofiado levantam e esticam. Suas fibras T1 vão majoritariamente para a eminência tenar lateral pelo mediano, e as fibras C8 para hipotenar e interósseos pelo ulnar. Por isso a mão do desfiladeiro neurogênico verdadeiro — descrita por Gilliatt e Sumner em 1970 — atrofia mais o tenar do que o hipotenar, um padrão que nenhuma neuropatia do punho ou do cotovelo reproduz sozinha.

A eletroneuromiografia segue a mesma lógica de camadas. A lesão é pós-ganglionar, então os potenciais sensitivos caem — o do cutâneo antebraquial medial primeiro e mais, porque ele é quase puro T1. O potencial sensitivo do mediano fica normal (seus dedos são C6–C7), enquanto a resposta motora do mediano para o abdutor curto do polegar despenca. Uma radiculopatia C8 inverte só um detalhe, e é o detalhe que decide: sensitivos preservados, porque a lesão é proximal ao gânglio. Troque o seletor entre "desfiladeiro" e "C8" e observe que a mão pintada é quase a mesma; a diferença está toda na linha da ENMG.

CAPÍTULO 4

A máquina de decisão: três perguntas, em ordem

A banca não pergunta "o que é desfiladeiro torácico". Ela dá o fenótipo pelo enunciado, planta um modificador — tempo, atrofia, fisioterapia feita ou não, estágio arterial — e espera que você mude a conduta por causa dele. Gire os controles e veja qual dado vira a resposta.

Cenários de prova
1 · Fenótipo dado pelo enunciado

Conduta

    Proibido neste cenário
    Na forja, corresponde a

    Os três fenótipos têm três relógios diferentes. O neurogênico tem o relógio mais lento: meses de fisioterapia antes de qualquer bisturi, porque a maioria melhora sem cirurgia e porque a cirurgia desse fenótipo é a de resultado mais imprevisível. O venoso tem um relógio de duas semanas: depois disso o trombo se organiza e a trombólise deixa de valer. O arterial não tem relógio nenhum — a indicação é a presença da lesão, porque o aneurisma pós-estenótico com trombo mural emboliza quando quiser, e a embolia digital repetida termina em amputação.

    É esse contraste que o seu padrão de erro pede para vigiar. Em cinco simulados o desvio foi o mesmo: resolver o diagnóstico nomeado e ignorar o modificador. Aqui o modificador é "há cinco semanas" no braço do Gustavo — a trombose é a mesma da Larissa, e a conduta já não é.

    CAPÍTULO 5

    O simulador da veia: a sequência certa e o caminho errado

    Você está com a Larissa no segundo dia. A veia subclávia direita está ocluída por trombo fresco num túnel ósseo que continua fechado. Cada botão é uma decisão; o relógio anda; a veia responde com números aproximados de séries clássicas.

    medial · veia braquiocefálica lateral · veia axilar clavícula + m. subclávio 1ª costela stent esmagado entre clavícula e costela
    Corte frontal esquemático do espaço costoclavicular. Trombo em vinho; estreitamento extrínseco em cunhas ósseas; colaterais por cima do ombro aparecem quando a veia oclui (o sinal de Urschel do exame físico).
    Dia desde o início
    2
    Luz da veia ocupada por trombo
    100%
    Estenose extrínseca
    60%
    Patência esperada em 1 ano
    —
    Próximo passo
    Sequência escolhida
    —
    SituaçãoTrombose aguda de esforço, dia 2. Colaterais visíveis no ombro. Escolha o primeiro passo.

    A veia é a estrutura com a resposta mais mecânica de todo o tema, e por isso a que mais rende questão de sequência. Anticoagular sozinho trata o trombo e ignora a causa: nas séries antigas, dois em cada três desses pacientes ficavam com braço pesado, edema aos esforços e recanalização incompleta. Trombólise dirigida por cateter limpa a luz se for feita dentro de cerca de duas semanas — depois disso o trombo está organizado e a lise é pobre. Mas a veia limpa continua num túnel fechado; o exame do próximo dia mostra a mesma cunha extrínseca no espaço costoclavicular. A descompressão é o passo que muda a história natural.

    O stent é o caminho errado mais bem construído da prova, porque parece lógico. Na série de Urschel, todos os stents colocados antes da ressecção da costela fraturaram ou ocluíram — a clavícula e a costela esmagam o metal do mesmo jeito que esmagavam a veia. Angioplastia com balão só faz sentido depois que o osso saiu, para tratar a estenose intrínseca residual da parede fibrosada. Aperte o botão vermelho e veja o número.

    Divergência de bancaHá duas escolas sobre quando ressecar a costela depois da trombólise: na mesma internação (Urschel, Molina — dias) ou após semanas de anticoagulação com reavaliação (protocolo de alguns centros vasculares). O ENARE tem cobrado o conceito, não o intervalo: trombólise seguida de descompressão cirúrgica precoce. Se as alternativas contrapõem "anticoagulação isolada por 3 meses" e "trombólise + descompressão", a segunda é o gabarito num jovem ativo com trombose recente.
    CAPÍTULO 6

    Na mesa: a fossa supraclavicular direita aberta

    A via supraclavicular é a que expõe as três portas de cima: escalenos, plexo, artéria e — com a clavícula afastada — a veia. É a via da escalenectomia, da costela cervical e da reconstrução arterial. A prancha mostra o campo como o cirurgião o vê da direita do paciente.

    CRANIAL MEDIAL LATERAL 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 T Legenda (ordem: do plano profundo ao superficial) 1 · 1ª costela2 · Escaleno médio3 · Troncos do plexo (sup/méd/inf)4 · Artéria subclávia (2ª porção) 5 · Escaleno anterior6 · Nervo frênico (lateral → medial)7 · Veia subclávia (anterior ao 5)8 · Clavícula (em transparência) 9 · Omo-hióideo, seccionado10 · Costela cervical (variante)T · Triângulo interescalênico→ Secção do 5 rente à costela Vista: incisão supraclavicular direita, 2 cm acima da clavícula; olhar ântero-superior, perpendicular ao campo. Paciente: decúbito dorsal, coxim interescapular, cabeça rodada à esquerda, braço direito ao lado do corpo. Equipe: cirurgião à direita do paciente, auxiliar na cabeceira. Âncoras: clavícula na borda inferior; ECM (cabeça clavicular) medial; trapézio lateral; gordura rebatida.
    Suposições declaradas: calibres reduzidos para leitura; a clavícula está desenhada translúcida para mostrar a veia, que na cirurgia real só aparece com afastamento caudal do osso; a costela cervical é a variante mais frequente (articulada com a 1ª costela sob a artéria e o tronco inferior) e está tracejada porque nem sempre existe.
    Via de acesso

    Passe o seletor e observe o que fica em destaque na prancha: só o que a via expõe bem permanece com cor cheia.

    Três estruturas mandam nessa dissecção. O frênico desce pela face anterior do escaleno anterior de lateral para medial — o único nervo do corpo que faz esse trajeto — e por isso você o identifica antes de tocar no músculo e o afasta medialmente antes de seccionar a inserção no tubérculo da primeira costela. A artéria está imediatamente atrás do músculo que você acabou de cortar: o escaleno anterior é a cortina que a separa da veia, e cortá-lo sem ver o que há atrás é a lesão vascular clássica dessa via. E o tronco inferior está apoiado na costela, atrás da artéria: é ele que a costela cervical levanta, e é ele que sofre com a tração do afastador.

    À esquerda existe uma quarta estrutura que a prancha direita não mostra: o ducto torácico, que se arqueia sobre a artéria subclávia para desembocar na confluência jugulo-subclávia. Quilotórax e fístula quilosa são a complicação da fossa supraclavicular esquerda, e a banca gosta de perguntar o lado.

    CAPÍTULO 7

    Forja: a questão-mãe e sete pivôs

    A primeira é a questão como a banca a escreveria. Cada uma seguinte troca um dado (destacado) e a conduta vira. Responda antes de abrir o comentário.

    0 / 0
    CAPÍTULO 8

    Tabela-mãe: gatilho → conduta

    Um cartão por linha de conduta. A cor da borda diz a classe: teal para conservador, âmbar para atenção ao relógio, vermelho para agir agora, violeta para individualizar.

    Neurogênico sem atrofia, sem fisioterapia prévia
    Gatilho: parestesias C8–T1 posicionais, Roos +, ENMG normal ou inespecífica
    Fisioterapia estruturada (postura, alongamento de escalenos e peitoral menor, fortalecimento de cintura escapular) por ≥ 8 semanas + AINE. Nada de bisturi. Bloqueio de escaleno com anestésico/toxina botulínica como teste terapêutico e preditor de resposta cirúrgica.
    Neurogênico refratário a fisioterapia ou com atrofia / ENMG positiva
    Gatilho: ≥ 8 semanas sem melhora, mão de Gilliatt-Sumner, SNAP do cutâneo antebraquial medial reduzido
    Descompressão cirúrgica: escalenectomia anterior e média supraclavicular (± ressecção da 1ª costela e neurólise) ou ressecção transaxilar da 1ª costela. Costela cervical/banda fibrosa sempre ressecada. Resultado menos previsível dos três fenótipos — informe o paciente.
    Venoso agudo ≤ 14 dias (Paget-Schroetter)
    Gatilho: jovem, braço dominante, esforço, edema + cianose + colaterais, duplex/venografia com trombo
    Anticoagulação imediata + trombólise dirigida por cateter → ressecção da 1ª costela (transaxilar, infraclavicular ou paraclavicular) com venólise precoce → venografia pós-operatória; angioplastia com balão se estenose residual. Anticoagular ~3 meses. Stent só após descompressão, e raramente.
    Venoso subagudo > 14 dias ou trombo organizado
    Gatilho: mesmo quadro, mas semanas de evolução; trombólise pouco eficaz
    Anticoagulação plena (≥ 3 meses) e descompressão cirúrgica eletiva com venografia intraoperatória; reconstrução venosa (venoplastia com patch, bypass jugular) em casos selecionados. Trombólise não é a resposta.
    Compressão venosa intermitente sem trombose (McCleery)
    Gatilho: edema e cianose posicionais que somem em repouso; duplex dinâmico com oclusão só em abdução
    Descompressão eletiva (ressecção da 1ª costela) em sintomáticos; sem trombólise, sem anticoagulação prolongada. É o estágio "pré-Paget-Schroetter".
    Arterial com aneurisma pós-estenótico / trombo mural / embolia (Scher II–III)
    Gatilho: costela cervical, sopro supraclavicular, pulso assimétrico, isquemia digital unilateral, Raynaud unilateral
    Cirurgia sem esperar: ressecção da costela cervical/1ª costela + escalenectomia anterior (via supraclavicular ± infraclavicular) + ressecção do segmento arterial doente com interposição (safena ou PTFE) + tromboembolectomia distal. Se isquemia aguda do membro: heparina e embolectomia primeiro. Simpatectomia torácica em isquemia digital fixa selecionada.
    Arterial estenose com dilatação leve, assintomático (Scher 0–I)
    Gatilho: costela cervical de achado com assimetria de pulso, sem trombo
    Descompressão (ressecção óssea + escalenectomia) para prevenir a progressão; reconstrução arterial só se dilatação significativa ou lesão intimal. Individualizar — muitos autores indicam a descompressão profilática justamente porque a história natural é a embolia.
    Costela cervical assintomática de achado radiológico
    Gatilho: RX por outro motivo, exame normal
    Nada. 0,5–1% da população tem; a grande maioria nunca adoece. Orientar sinais de alerta (mão fria, dedo pálido, parestesias em C8–T1).
    Mão "de desfiladeiro" com Horner, dor no ombro e tabagismo
    Gatilho: dor progressiva noturna, ptose/miose, massa apical no RX
    Não é desfiladeiro: tumor de Pancoast invadindo T1/C8. TC de tórax, biópsia, estadiamento. O RX de tórax que você pediu para ver a costela cervical serve para ver o ápice.